Rap Tuga

Raquel Valadão
#Walkman


Tenho 17 anos, sou natural do Corvo e sempre morei cá. Sou estudante na área das Ciências e Tecnologia e, nos momentos que exigem mais concentração, a música está lá presente, não propriamente o rap português mas, por exemplo, músicas lo-fi. Sempre cresci com a música e é nela que me refugio! 

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O hip-hop português é bom. Apesar do americano e britânico serem tendência, não deixa de haver bom material por cá. 

Todos sabemos que, no que toca à guerra do hip-hop passado e presente, há algo dúbio. Há que saber procurar e reconhecer onde está a qualidade de cada tempo: artistas como Valete, Mundo Segundo, Xeg e Regula, antes de partir para a veia comercial. Com isto não deixa de haver qualidade variada e recente: Dillaz, Slow J, Plutónio, Holly hood, Grognation, Boss AC, Dealema, entre outros. 

Depois temos Sam the Kid, que joga numa liga só dele! Um poço de criatividade e de cultura portuguesa. Na minha opinião, um dos melhores músicos da atualidade, não só pela qualidade da sua música, mas pela sua versatilidade, ou o seu tributo a outros talentos portugueses como Carlos Paredes, Carlos Paião e até mesmo Fernando Pessoa. 

No final dos anos 90, o rap português (ou rap tuga) era bastante interventivo. Escrevia-se para "meter o dedo na ferida" e falar dos tabus da sociedade. E era isso mesmo que o pouco público procurava.